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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Forró do Assalto

Para começar o ano bem, fui no dia 8 de janeiro aos shows dos trios Candiêiro (RJ) e Bastião (SP), no Lapa Multshow (BH).

Dizem que o forró é um hobby para quem não tem muita grana, geralmente os universitários, mas nesse dia até mesmo os que não precisam se preocupar com isso foram surpreendidos com o valor de R$ 30 (inteira) do ingresso!

Extra! Extra! Assalto em BH nos pegou desprevenidas! rsrs
Foto: Cristina Medeiros
Como esqueci a minha linda carteirinha de estudante na casa da minha irmã, Tania Mara, tive que bancar os R$ 30! Na verdade, R$ 25 porque comprei de um moço lá fora... Entrei, curti! Mas é verdade que tinha até cambista lá na porta... e também muita gente que desistiu de entrar!

No entanto, vocês nem precisam pensar que estou dizendo isso porque não gosto de pagar. Minha reflexão é com base em dois pensamentos:

1º Será que o preço sofreu um aumento tão grande por influência dos músicos, já que um dos trios é o atual vencedor do FENFIT (nesse ponto entram outros aspectos que têm sido comentados no circuito, mas que aqui não vêm ao caso; e não fui ao Lapa no outro fim de semana para saber se era o mesmo preço)?

2º Será que o aumento é iniciativa dos produtores?

Todos precisamos ganhar dinheiro, isso é fato! Mas é lamentável quando alguns ganham grana em excesso e os verdadeiros animadores da noite, os músicos, saem com os bolsos cheios... de espaço vazio! Por outro lado, também é lamentável quando, no forró, as pessoas pecam por excesso, enquanto o que nos fez nos apaixonarmos pelo movimento é justamente a simplicidade.

Quero deixar claro que eu não estou julgando ninguém: ESTOU APENAS FAZENDO UM LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES DO POR QUÊ DO AUMENTO SURPRESA DE PREÇO. São apenas ideias que todos nós sabemos que são possíveis explicações para o acontecido. Espero que seja um aumento justo.

Gosto muito dos shows no Lapa, dos trios que particparam e, que fique claro: é uma crítica construtiva, para melhorar nosso pé de serra. Mais uma: montem um palco mais baixinho, mais aconchegante nos dias de forró! rsrsrs

♪♫ Eu não sei quem é bom/Eu não sei quem é mau ♫♪, mas que o Forró do Assalto assustou quem esteve no Lapa no dia 8... aaaahhhhh assustou!!!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Forró da Melancia 2010

Este evento acontece todos os anos em BH e traz um monte de forrozeiros da região e até de outros estados, mesmo não sendo um roots característico, como expliquei em 1º e inesquecível Camping Roots - 15 a 17 de agosto de 2008.

Veja as atrações abaixo e não perca essa festa!

sábado, 18 de setembro de 2010

Não tem como fugir do forró

Dizem que quando algo está no caminho da gente, não tem como fugir. Sexta-feira, 17 de setembro, foi um dia que se encaixaria muito bem neste dito.

Como tenho feito neste ano, saí de casa à tarde e fui para a pós-graduação. Recebi alguns convites para ir ao show do Trio Dona Zefa (que eu amo), no Forró do Trevo, em BH, porém eu não seria ninguém na minha aula de sábado, devido ao sono. Recusei todos.

Tenho o hábito de ligar para minha amiga que me dá abrigo em Beagá às sextas para confirmar se ela está em casa e avisar que estou chegando. Mas... nessa (quase) fatídica sexta só consegui falar com ela dez minutos antes de sair da aula. Ela disse rapidamente que estava me esperando.

Peguei o busão, fui pra casa dela e dei um toque no celular pra ela abrir o portão. Nada. Liguei mais vezes. Nada. Bati no portão. Nada. Chamei. Nada. Desesperei. Nada ainda, meu Deus! Como é desesperador estar em um lugar que você não tem domínio, e sozinha.

Antes do desespero, fui chamada mais duas vezes pra ir ao forró (ser solicitada dessa forma é muito raro em minha vida!). Recusei. Mal sabia eu que a situação ficaria mais crítica!

Eis que aparece uma doninha doidinha, vizinha da minha amiga e começa a falar um monte de coisas... Então, às 23h45, eu peguei o primeiro ônibus que passou, para minha sorte ele ia para o centro de BH. Liguei para a última pessoa amiga que havia me chamado, contei a história e pedi que me resgatasse na rodoviária - lugar mais seguro pra uma mulher sozinha na região da Afonso Pena!

Acho que fiz esta mesma
cara quando cheguei ao
show do Dona Zefa... (2006)
Enfim, fui para o forró com roupa de quem não sabe o que é e com cara de quem não sabe onde está mas com a felicidade de quem acabou entrar no próprio lar!

O perrengue foi bem maior porque aqui eu resumi, afinal encher vocês não é o objetivo e alguns detalhes comprometeriam os envolvidos que nem ao menos foram citados pelos nomes (kkkkk). Essa noite foi pra provar que se Deus te dá a chance, vá ao forró. E o desespero passa!

domingo, 15 de agosto de 2010

3 anos de Minas Roots

Há três anos começava a 1ª edição do Minas Roots, na época chamado Camping Roots. O roots mineiro, que se repetirá de 4 a 6 de setembro, sopra velinhas e promete muitas emoções para quem vier à Minas Gerais prestigiá-lo!

Veja como foi a 1ª edição -> http://sosentimento.blogspot.com/2010/08/1-e-inesquecivel-camping-roots-15-17-de.html.

Entre no site do Minas Roots e confira!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Que show é esse!!?!!

Foto: Simone Souza.
Nos dias 1 e 2 de novembro aconteceu o 6º Forró da Melancia, um forró já tradicional em BH que reúne forrozeiros de toda Minas Gerais e alguns de outros lugares do país. Foram vários shows excelentes, com muita animação e vontade de fazer crescer o movimento pé de serra. Mas, eu preciso me manifestar com relação a um deles: Os 3 do Nordeste.

Meu début de um show tão maravilhoso aconteceu no último momento do último dia do evento. Nunca havia visto Os 3 do Nordeste ao vivo. Acredito que pelo trio permanecer na sua terra de origem, Campina Grande-PB, seja mais complicada a contratação de shows para o Sudeste, mas isso não vem ao caso. Voltemos ao que interessa.

Os 3 do Nordeste no palco do Lapa Multshow.
Foto: Simone Souza.
Tudo que acontece com a gente pela primeira vez costuma ser inesquecível, e assim foi. Eu estava com muita expectativa, afinal sempre pesquisei sobre o trabalho do trio: músicas, imagens, shows, vídeos... Tudo que estivesse disponível na internet sobre Os 3 do Nordeste virava - e ainda vira - objeto de estudo. A grande parte das músicas que estão no meu celular é deles, de vários períodos, quase sempre marcados pela saída e entrada de músicos (sabemos que o Parafuso é o único membro fundador).

O trio entrou no palco já na madrugada de domingo para segunda-feira. A maior parte do público já havia ido embora, uma pena para o trio e um azar para quem não pode ficar. Já na primeira música pude confirmar minha admiração e constatar também como a escolha de músicos é bem feita: independentemente de quem sobe ao palco, é grande a semelhança do ao vivo com as gravações dos LPs, isso quanto à vibração, à força dos instrumentos e das vozes, à cadência etc.

Deda desce do palco e vai para o meio dos vaqueiros de
plantão. Foto: Simone Souza.
Uma surpresa agradável foi a participação de Edra Veras, filha de Parafuso, e seu trio Os 3 de Campina, que em julho participou, em Itaúnas-ES, do VIII FENFIT, ficando entre os 12 selecionados para participar do CD do evento.

Se não bastasse a qualidade e a emoção de ter ídolos vivos (erradamente deixamos para homenagear as pessoas depois que elas se vão), pude ver se manifestar a satisfação pelo reconhecimento quando Deda, triângulo e voz, desceu do palco super alto do Lapa Multshow e cantou lado a lado das poucas pessoas que abriram mão de uma noite de sono antes do trabalho para ver de perto e ouvir músicas que fizeram com que boa parte dos forrozeiros estivessem pelos forrós espalhados em todo Brasil.

Deda e eu: nem cantando
deixou de atender aos tietes
com câmeras a postos.
Foto: Gleison Rodrigues.
Como boa tiete que sou, comprei CD e um lindo livreto de Literatura de Cordel contando a história do trio. Em 2005 foram comemorados os 35 anos de estrada com um CD e um DVD.

É uma pena que sejam poucas as vezes que o trio se apresenta no Sudeste. Se eu não estou enganada, Os 3 do Nordeste havia tocado em Belo Horizonte pela última vez no ano de 2004. O bom é pensar que shows como esse são raridades... E que eu estive lá para ver tudo isso!


Baixe a música "Os 3 do Nordeste cantam a sua história": http://www.4shared.com/audio/aQOB60Dj/28_Cantam_sua_histria.html.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

1º e inesquecível Camping Roots - 15 a 17 de agosto de 2008

Eis aqui o evento que me motivou a criar este blog...



Sempre que acontece um evento pela primeira vez é natural que as pessoas fiquem um pouco ressabiadas, "será que vai ser bom", "tem muita gente indo"??

Quando o evento é um roots - evento de forró pé de serra realizado em dois dias ou mais incluindo camping e pessoas de diversos estados, quase obrigatoriamente -, mais dúvidas são despertadas nos forrozeiros, porque pode haver uma distância enorme envolvida, tipo Espírito Santo x São Paulo, Curitiba x Bahia, e assim segue. Imagine você viajar umas 22 horas de ônibus e chegar em um lugar onde nada compensa!!

Talvez por esses motivos anteriores, o Camping Roots (Itabirito-MG), realizado pelo Ardyson Pequeno, não tenha ficado extremamente lotado na 1ª edição, em agosto de 2008, porém foi capaz de trazer emoções inesquecíveis e de fazer inveja em qualquer forrozeiro roots.

Cohab Pé de Serra da 1ª edição do Camping Roots.
Foto: Simone Souza.
No primeiro dia, as pessoas foram chegando e montando suas barracas. Quem chegou primeiro pegou sombra... Os demais, pegaram cada lugar de forma a montar redutos de seus estados. O negócio foi se enturmar e fazer com que a "rede de vizinhos" fosse sucesso no evento.

Foram muitos shows, muitos mesmo: Os 4 Mensageiros (SP), Baião Caçula (MG), Trio Classe A (MG), Mestre Zinho (PE), Forró de Lua (MG), Meketréfe (SP), Trio Juriti (SE), Trio Dona Zefa (SP), Trio Dona Flor (SP e MG), Trio Kangalha (MG), Trio Potiguá (RN), Trio Raiz (SP) e Forró Comichão (ES); e os DJs Vinny (MG), Edu The Point (SP), Rodrigo (MG), Zinho (MG) e Fred Boi (MG). Foi o 1º evento de grande porte em Minas, o 1º roots.

Amigos, amigos... relatos sinceros à parte. Sou obrigada a contar para vocês que o Camping Roots tinha tudo para não deslanchar. Foram várias falhas na organização, inclusive problemas com sonorização e alimentação (houve um dia em que não sabíamos distinguir o que era frango e o que era purê de batatas). Muitas pessoas ficaram indignadas e não pretendiam voltar, caso houvesse uma nova edição no ano seguinte. Mas, eis que algo salva a pátria e prova que o Pequeno tem tato para a produção de eventos.

Zinho faz show de encher os olhos... de lágrimas.
Foto: Simone Souza.
Um dos shows mais esperados aconteceu na madrugada de 16 para 17/08. Todos esperavam Mestre Zinho subir ao palco e dar aquele show de sempre, com muita energia e vibração. No entanto, surgiu, amparada pelo sanfoneiro Erivaldinho, uma figura fragilizada surpreendendo a maioria do público. Alguns já sábiam que o Mestre estava passando por mais um mau bocado: um derrame facial ocorrido poucos dias antes havia paralizado o lado esquerdo do seu rosto e da sua garganta. Aproximadamente um ano atrás ele havia lutado contra um câncer de próstata e comemorado a superação do problema no festival de Itaúnas.

Eu estava com minha câmera na mão. Uma câmera nova, bem afoita por imagens para serem compartilhadas com os forrozeiros e com o mundo. Sem perder o foco, os olhos se encheram de lágrimas, olhei em volta e vi muita gente que estava assim como eu. Zinho contou um pouco do que estava passando, mas deixou claro que a doença não poderia pará-lo, que estava ali fazendo o que mais amava, cantando e recebendo o nosso carinho. Sua face estava visivelmente torta, sua fala um pouco comprometida, mas nada o impediu de fazer aquele show. Para melhorar um pouco a voz, Margot, sua esposa, criou um quebra-galho feito com um elástico preso à orelha e um clip de papel entreaberto forçando a abertura da boca; de cortar o coração em mil pedacinhos.

A primeira música foi "Cuidado Iracema"... Fiz pouco mais de 40 minutos ininterruptos de gravação, só não fiz mais porque a minha bateria acabou. Cinegrafista de primeira viagem!!!!! Recebi também a ajuda do meu amigo DJ Edu The Point que segurou a câmera sempre que as minhas mãos estavam para tremer, seja por cansaço ou por emoção.

Zinho no Camping Roots 2008.
Filmagem: Simone Souza / Edição: Tel Rodrigues.

O vídeo que eu fiz está no You Tube, dividido em quatro partes, postado pelo meu amigo Tel Rodrigues, que fez um ótimo trabalho . Eu ainda não tenho conta no site, internet em casa e nem sei como fazer para dividir um filme em mais partes.

Só sei que o que era tragédia se transformou em um dos momentos mais inesquecíveis do forró. Um show de muita emoção que só vendo os vídeos para entender. Após Zinho, o Meketréfe entrou no palco e iniciou uma homenagem maravilhosa ao Mestre, trazendo ao palco diversos artistas para cantar e levar todos ao delírio.

Zinho fala após ser homenageado no Camping Roots 2008.
Filmagem e edição: Leo "Gump" Carvalho.

Quando chegou o final do evento, muitos abraços, corações apertados, amigos novos e trocas de contatos. Um grande aperto no coração e a expectativa: "Como será no ano que vem"?!?!?

Meketréfe faz sua homenagem a Mestre Zinho. Fotos e edição: Simone Souza.


Depois de passar por um momento tão forte, foi impossível pensar em não dividir todas as minhas percepções dos forrós que tenho a oportunidade de participar. Espero que seja uma boa leitura daqui para frente e conto sempre com todos vocês!